Thursday, January 24, 2008

Na latrina.



Pausa para reflexão num momento de solidão...

Amo e não nego!





















E a noite acabou assim. Depois de um teatro gostoso com os amigos pra rir, fomos parar na boemia da Lapa no show "daquela garota", a Thalma.

Voz de passarinho ela tem. Simpatia e força que tomam a gente num piscar de olhos, num refrão.

Cervejinha, jabá com gerimum pra segurar a onda que ninguém é de ferro e musiquinha gostosa pra fechar!

Abraços, beijos, muito beijos. Risadas, muitas risadas! Com vocês tudo é muito bom!

E com "essa menina", a Thalma, pra abrilhantar...

Eita lelê que a noevla acabou, mas vocês continuam!

Assim é que é bão!

Amo e não nego, e não largo mais não!


P.S: As apóstrofes são piadas internas...

Renascendo.

Dia desses ao chegar em casa, semi-bêbada, ainda embriagada,
me aproximei da janela e foi essa a vista que tive. Fiquei lá, emudecida, estatelada, que nem um dois-de-pau, parada,
sem palavra que pudesse dizer, sem conseguir descrever aquele sol nascendo, crescendo por detrás do morro.
Brisa leve no rosto, cheiro de manhã chegando, raio de sol pra aquecer, pra iluminar!
Pra mostrar que a vida é mesmo assim, pára não menina!
Nasce e renasce a cada dia! Incansavelmente.
É persistente essa menina, a vida. Você bem sabe, nasceu pequenina, podia não vingar, mas vingou! E tá aqui pra contar a história, a tua história!
História que você faz a cada dia, quando sai e se anima, quando dança, canta e bebe. Sorri, tropeça e bebe mais um pouquinho. Você bebe sim, está vivendo! Tem gente que não bebe e você sabe bem o que acontece...
Daí você chega em casa, trocando os pés, rindo, feliz por estar viva! E se depera com a prova mais cabal que a vida pode te dar. Esse sol tái na tua cara pra te mostrar, que a vida renasce a cada dia menina. Por isso, se preocupa não, que o amanhã sempre vem, nascendo assim por detrás de um morro qualquer...

Wednesday, January 09, 2008

Não há lugar melhor que o nosso lar!


Poucas pessoas sabem... Mas eu vim de Kansas...

Wednesday, January 02, 2008

Menino Novo

É. 2008 chegou. Como quem não quer nada, ele veio bem de mansinho, sorrateiro e se instalou sem perguntar se podia. Fez tudo passar num piscar de olhos, numa breve pausa de respiração.
Mais uma vez a roda gira e a gente vai junto!
Tanta coisa aconteceu no ano que passou. Um ano de mudanças, tanto do lado de fora quanto do lado de dentro...
Da janela da minha casa eu vi os fogos, ouvi as risadas, as lá de fora e as daqui! Vi o desejo de paz desfilar pelas ruas de mãos dadas, vi a alegria no sorriso das pessoas... E na hora que esse danando de 2008 chegou, eu vi os fogos lá do outro lado, os daqui, os de acolá... por todos os cantos! Todos se despedindo da moça 2007 e encarando de peito aberto, de frente esse 2008 que acabava de chegar.
E da janela ainda, eu chorei baixinho, pra ninguém ver. Uma lágrima escorreu solitária do canto do olho, lavando a alma, o espírito e me ajudando a agradecer, da minha forma, à Papai do Céu por tudo!
Tchau 2007! Você vai ficar marcado pra sempre na memória, no coração!
Seja bem vindo menino novo!

Tuesday, December 25, 2007

É Caê...
Agora eu te entendo.
Alguma coisa também acontece no meu coração...

03:07

Voltei. Duplamente. Pra escrever e pra casa.
Foi uma uma estadia longa fora, mas como tudo na vida, por mais maravilhoso que seja, tem seu fim. O poeta disse disse: "Que seja eterno enquanto dure!" E durou.
Tô me sentindo mais felina do que nunca. REconhecendo o terreno - assim mesmo, com RE maiúsculo, de REpeteco- me achando nesse novo espaço.
Ainda tá tudo meio estranho, bagunçado. A sensação é de um belo porre, daqueles que fazem a gente não lembrar de nada do que fez. Casa nova, Ano Novo, tudo novo! A palavra agora é adaptação.
O sono não vem, mesmo com a trabalheira imensa do dia, mesmo com o corpo doído e o coração também.
O relógio lá embaixo marca 03:11. O cigarro morreu no cinzeiro, a mente passeia entre fotos antigas e o barulho dos carros da rua...
A noite é cheia, a lua também. Tá linda, imensa e redonda lá no alto. O cheiro da maresia enche o quarto...
Os barquinhos estão no porto, hoje. Será que ainda estarão lá pela manhã? Não sei... Aliás, eu não sei para onde eu irei amanhã, quem dirá os barquinhos...
Saudade no peito. Esperança também.
Cansaço bate. É hora de dormir, de descansar, de sonhar.
Sonhos...
Quem disse que é preciso dormir pra tê-los? Eu sou persistente, sonho acordada!

Sunday, December 23, 2007

1005

Então...
Chegou o dia, o fatídico dia do Adeus.
Pode parecer um pouco trágico, um pouco pesado, mesmo não sendo. Mas é essa a sensação que fica.
Tá tudo embalado, cada coisa no seu lugar e o coração tá apertado, na mão, pelando feito batata quente!
"- Ok, não vou sofrer!" repito pra mim mesma como se fosse um mantra, tentando me convencer, mas ainda sim é difícil. E eu sofro.
"-Tenho que dormir!", penso... Amanhã será um longo dia. Amanhã volto pra minha terra cheia de brilho, sol, praia e gente bonita. Pros meus amores, meus amigos...
Amanhã.
Amanhã vou ouvir Vinícios e Tom quando estiver voando, passando bem pertinho do Cristo.
Amanhã.
Mas só amanhã. Hoje ainda estou aqui. E meu coração ainda aperta.

Monday, December 17, 2007

E assim começou mais um dia...
Um daqueles que viria a ser o último dessa viagem,
dessa aventura inexplicável!
Viagem muito boa, com bons ventos soprando ao norte, com sol brilhando no horizonte!
E com uma tripulação - que eu vou te contar! - boa pra caralho!!!
Não teria sido o mesmo sem vocês!
Poderia até ser bacaninha e tal, mas não seria nem um terço, nem um décimo de tão prazerosa quanto foi.
Entre mais uma torrada, uma risada, um café pingado e um óculos escuro,
entre um bocejo e um "olha a morte!", você foram imprescindíveis, indispensáveis!
Vai fazer falta.
Vai fazer falta risadas no camarim, o mau humor matinal...
Vai fazer muita falta, as visitas e o pão fresquinho pra hora do café,
as fofocas intermináveis noite a dentro,
"aerolitos" pairando no ar!
(risadas)
Tantas coisas...
"Detalhes tão pequenos de nós dois!" rs. Detalhes tão pequenos de todos nós!
Amei a viagem!
Tá chegando a hora de zarpar! Içar velas e seguir adiante!
A gente se encontra num outro porto mais adiante.
Até!

Qualquer semelhança não é mera coincidência!
E ponto.

Pra você.


Gosto de gente como eu. Gente como a gente.

Gente que sente sem medo e que quando sente, enfrenta!

Gosto de gente viva, feliz, que respira fundo e segue em frente.

Gosto de gente que não pensa muito. Faz. E que quando, eventualmente, se arrepende por não ter pensado, fecha os olhos, respira fundo e mais uma vez segue em frente. A vida é muito curta pra se voltar atrás e se prender ao passado...

Gosto de gente que come e se lambuza, lambe os beiços e os dedos!

De gente que ri alto, que gargalha e que também chora baixinnnnho, sozinho num canto pra ninguém ver...

e que depois de horas e horas, exausta de tanto chorar, depois de ter derramado a última e derradeira lágrima, se entrega ao sono pra acordar renovada no dia seguinte, como uma fênix que renasce das cinzas... mais uma vez! A esperança nasce com cada pôr do sol!

Gosto de gente que bebe e faz poesia, quando não há nada aparente pra ser poetisado...

Gosto de gente que fala pelos cotovelos e depois pára. Também é sábio saber calar...

Gosto de gente que dá o ombro e às vezes pede também... Afinal, ninguém é de ferro!

Gosta de gente que grita, que extravasa! Que não cria câncer!

Amo gente que xinga, que solta suas feras, que arrota, que mostra a língua, que aponta o dedo sem medo do julgamento alheio! "O inferno são os outros!" - disse Sartre...

E amo mais ainda, gente que mesmo sabendo de tudo isso, consegue amar e se entregar!

Amo gente de cabelo desgrenhado, roupa do tia anterior sem passar,

O que importa é o conteúdo! O resto que se foda!

Gosto de gente turva, gente torta, que não faz questão de acertar.

Gente como a gente!

Nós - você me dise uma vez- fazemos parte da escória! E é por iso que a gente se entende.

E se ama!




Friday, December 14, 2007

Embrulho pra viagem.

...
É no espaço de um suspiro que fica resgistrado o que tô sentindo.
Como as palavras me faltam e a voz não consegue sair de embargada, o suspiro faz o serviço.
E muito bem por sinal!
Ela pediu. E aconteceu. Da melhor forma que podia acontecer, no melhor momento.
Foi forte, intenso e verdadeiro. Tudo. Todas as vírgulas, todos os parênteses, cada ponto - que nunca era final, mas sim acompanhadode uma vírgula - mesmo sabendo que um dia o derradeiro viria...
Foi bom pra caralho!
Todos os erros e os acertos. Todas as falhas, todos que estavam lá. Foi bom e por muito tempo ainda será.
Ela quis viver. Pois viveu.
Ela quis conhecer. Pois conheceu.
Ela quis encontrar. Pois encontrou. E olha que não foram poucos. Foram muitos... e especiais!
Se entregou.
De corpo e alma.
Vestida ou nua, mas se entregou.
Tiveram dias de alegria, de fartura. Outros de falta, de vazio. Mas todos únicos.
E quando foi chegando perto do fim, ela começou a degustar ainda mais. Cada dia como se fosse o último, o único. E era...
Ela aprendeu nos caminhos da vida, tortuosos ou não, que tudo passa. Sempre.
Por melhor ou pior que seja, mas tudo passa.
Optou por viver cada dia, conhecer cada um sem saber o que seria do amanhã. Mas com a certeza que independente do viesse a ser, seria maior, seria positivo, seria único e especial.
Ai ai...
Suspiro novamente. Pra tentar retomar o pensamento, o fio da meada...
Ela, a ansiosa, a intensa, a inquieta, queria dar a volta ao mundo em oitenta dias, provar de cada sumo o sabor, apalpar de cada corpo a textura. E assim o fez...
Sem remorso. Sem ressentimentos. Só com confiança, amor e saudade.
E é isso que ela leva de tudo isso. Do somatório o positivo, do multiplicativo o aumentativo.
Ela empacotou tudo, pôs debaixo do braço e levou embora...

A Primeira

É.
Acabei de chegar. Assim que fechei a porta fiquei te admirando. E me deu uma vontade de chorar.
Hoje pela manhã quando saí, tava tudo aqui. Bagunçado. Mas tava...
Agora, 14 horas depois, ficou o vazio.
Foi amor à primeira vista. O encantamento aconteceu de primeira. Mas você foi me conquistando aos poucos. Um pouquinho a cada dia. E quando eu vi, você já era tão minha! Como eu sempre desejei...
Te cuidei nos mínimos detalhes, me entreguei à você de corpo e alma. Me deixei envolver, sem pensar no amanhã, sem pensar em como eu faria com tudo aquilo depois. Simplesmente vivi.
Você foi minha por inteira, sem faltar nenhum pedaçinho. E eu te reparti com alguns poucos, amados e queridos companheiros, com todo o prazer que eu pude desfrutar.
Você vai fazer falta. Sei que no final, vai doer lá dentro, bem lá no fundo a hora que eu bater a porta pela última vez. Sei que vou querer voltar atrás, mas não meu amor. Será definitivo... pelo menos dessa vez.
Mas o mundo é redondo meu amor. E um dia, se Deus quiser, a gente volta à se encontrar. Nem que seja só pra uma "rapidinha", só pra relembrar...
Mas nunca se esqueça: - Você foi a primeira!

Friday, November 23, 2007

Hoje.

Risadas que enchem, que envolvem, que engordam
a nossa felicidade de cada dia, de poder olhar em volta e constatar: eles estão lá!
Apertos de mãos, abraços companheiros, cúmplices olhares...
Não é preciso dizer nada, porque cada pequeno gesto fala por si só.
Telefonemas no meio da madrugada para dizer nada, ou simplesmente pra dizer tudo. Dizer o que ainda não tinha sido dito, e poder às desdizer aquilo dito uma única vez.
Recados insistentes na caixa postal, irritadiços por esperar.
Mãos segurando nossa testa naquele momento que poderia ser tão humilhante ou só chato, ali ajoelhadaos diante da nossa "juiza latrina", e que pelo contrário, fazem daquele momento, um momento memorável!
Rostos nas fotos do mural, nos sonhos inexplicáveis, marcas cravadas no coração...
Ai ai, esses amigos que sempre estão lá, ao alcançe de uma viagem de avião, de uma subida ou descida rápidas de escada ou ainda na lonjura da memória,
Eles preenchemm os espaço, fazem da nossa tortuada passagem por estes lados de cá, uma viajem impagável.
Amor.
Muio amor. Indefinível. Incorruptível. Incompreensível...
Mas par quê compreender?
E só sentir.
Hoje saí um pouquinho da "meiuca" e me dei ao prazer de observar.
Mais nada. Só observá-los. E de fora, com a alma repleta de felicidade e uma vontade de deixar escorrer a lágrima nascente, pude constatar a mágica dequele momento.
E pude desejar, intimamente , comigo e com meus botões que aquele momento não acabasse nunca. Ou então , que mesmo se acabase, eu pudesse levá-lo comigo na memória, fosse para onde fosse.
Tive o prazer de ouvir suas risadas e agradecer por estar viva.
Amor.
Nada mais a dizer.

Monday, November 19, 2007

E não é que eu consegui?

Gente!!!!!
estou feliz e surpresa! Já tinha desistido há tempos de tentar postar coisas no blog. Na minha cabeça, já estava defifinido como uma tentativa frustrada.
Sou péssima em informática, tenho vontade de chorar cada vez que meu computador mstra algum aviso que eu não etendo o que é... Mas enfim, consegui resolver o meu problema!
Acho, portanto, que estou de volta. SE tudo correr bem e não aparecer mais nenhum aviso difícil de decifrar pra minha limitada compreensão cibernética, voltarei a postar meus humildes e arejados pensamentos.
Estava olhando minhas últimas postagens e constatei que a última data de mais de um ano atrás! ui! Vou ter que escrever bastante para compensar o atraso!
Mas isso não será problema!Ainda que haja um imenso hiato de tempo, um buraco negro, um triângulo das bermudas entre o passado e o presente, exite e sempre existirá uma ponte que faça essa ligação. Um ponto e vírgula que me fará recordar algumas coisas e recomeçar do ponto onde parei.
Não sei dizer agora, em detalhes, sobre cada coisa que passou nesse tempo, mas posso garantir que foram coisas boas. E as não tão boas também deixaram suas marcas para que eu pudesse olhar para elas e pensar que nada é para sempre, que tudo é mutável, e que a gente só não aprende com as coisas, os fatos da vida se não quiser...
Nossa! EStou feliz! Vou poder voltar a registrar meus bagunçados pensamentos, e na forma escrita, organizá-los! ( ou não!)
Agora não terei desculpas.
O problema foi solucionado.
Meu acesso foi permitido e os pensamentos renovados.
Agora e sempre daqui por diante, o registro. Desses, daqueles e dos que virão pela frente. Sempre. Assim espero.
Amém.

Saturday, May 20, 2006

Pois é. Muitos e muitos dias - ou melhor- meses depois, ela está de volta! Depois de muitas tempestades, o tempo começa voltar ao normal. Dá até pra ver por trás do monte, um raio de sol que ameaça sair...trazendo calor...
Ela, refeita, depois de muito chorar, espernear,
após muitas noites sem dormir, virando de um lado pro outro,
depois de muito falar, incansavelmente, se conformou.
Entendeu que as coisas são assim mesmo. Vão e vêm.
Certo fim de tarde, parou e olhou o mar.
Percebeu que esse é o movimento natural das coisas.
Não adianta querer negar, tapar o sol com a peneira, até porque,
do que adianta? O sol é tão belo, não precisa ser tapado, pelo contrário,
há que se deixá-lo brilhar!
Nada dura pra sempre, ela pensa. Poderia até tentar fazer com que tudo permanecesse sempre igual.
mas aí não seria verdadeiro, real. Então não valeria a pena.
Ela o amava. Intensamente. Apaixonadamente. Mas cansou de amar sozinha.
Decidiu então se amar. E não é que ela está se saindo bem?
Surpresas no caminho... belezas naturais, outras belezas no caminho...
E o tempo vai passando. Cada vez mais rápido. E ela não tem mais tempo nem vontade de sofrer.
Ela quer é rir. Rir da vida, de si mesma, dos outros. Da moça andando cantando sozinha pela rua, e da criança desengonçada dando os primeiros passos...
Uma nova porta parece estar entreaberta.
Risco? Talvez. Mas e daí? As coisas vão e vêm mesmo...
Ai essa moça, essa moça! que gosta de bater perna, de rir e de brincar,
de beber e de amar... e de ser amada!
E que gosta de ler, de café com creme, de cristais e de cafuné.
Gosta de sexo, de filmes antigos, de rosquinha de padaria e de ovo frito.
Gosta de rir até cansar, de se emperequetar e de olhar no espelho.
Gostar de tomar cerveja, e e não ter hora pra voltar.
De ver gente, de abraçar, de beijar.
Ela gosta de quem gosta dela. Do sol, do mar. De dormir...de sonhar...
Êta menina sapeca, levada da breca!
Sai menina, vai viver a vida! Vai correr por aí,
tropeçar por aí, crescer por aí...
Vai viver a vida menina! Fica parada não!
Não se sinta culpada não, tira esse peso dos ombros que ele não te pertence mais!
Vai rir por aí!
Vai perambular por aí!
Vai viver por aí!
Vai, vai...
E depois, me conta como foi...

Sunday, February 12, 2006

" Chove lá fora e aqui..."

"Chove lá fora e aqui faz tanto frio...". Eis a letra de Lobão, - ou seria bobão?- não importa...
A verdade é essa. Lá fora chove, e aqui dentro um vento frio traz um bocado de impaciência.
Tá um silêncio tremendo, o que me angustia ainda mais. Mas dentro da cabeça, parece que meus companheiros estão dando uma festa, ou melhor, bebendo uísque, falando da vida e ouvindo Nina Simone... Eu tô ouvindo Adriana Calcanhoto, que é pra ver se me distraio.
Uma necessidade e uma impaciência pra que as coisas aconteçam... Sei que tudo tem seu tempo, que há tempo de plantar e colher e bláblábláblá...mas tá difícil.
Tô com uma sensação que tô andando em círculos, sem sair do lugar.
Estava lendo antes e vir pra cá escrever, mas a cabeça já não estava aguentando. Já não estava conseguindo asimilar aquele bando de letrinhas... Preferi vir pra cá, desabafar um pouquinho com estas teclas de computador, que nesse momento me parecem bem amigas.
Não sei se é a mudança de lua, se é a transição de algum astro por algum planeta, ou simplesmente o remédio que tô tomando, mas tem algo que não está no seu devido lugar. Algo que está deslocado, e realmente está me incomodando.
No campo afetivo tá tudo indo super bem. Reatado o namoro, o coração tá mais calmo, mais sereno. Na família, estão todos bem, apesar de alguma smudanças que aconteceram à parte, mas mudanças para melhor, graças à Deus... o trabalho é que tá foda!
É isso! O trabalho é que tá foda! Insatisfação é a palavra do momento. Essa porra que me irrita nesse país onde tudo só começa depois do Carnaval! Que raiva!
A peça está até indo bem, bom público, recepção boa. Mas ainda é pouco, quero mais! Muito mais!
Estamos tendo alguns problemas que eu sinceramente espero, até pela minha sanidade mental, que sejam resolvidos em breve.
Mamãe está em Sampa, na casa do pai. Faz ela muito bem. Matar as saudades, namorar e viver a vida curtindo seus momentos de prazer, é imprescindível pro bem estar de qualquer ser humano!
Minha cachinho de ouro vai bem também. De casa nova, trabalho novo e vida nova! Deus a guie e proteja em seus novos caminhos.
É isso! A vida segue seu percurso natural. Caminhando para as mudanças ou não. ARoda da Fortuna continua girando... mesmo que eu não saiba para onde exatamente.
Ai que carência chata! Queri nesse momento da minha vida voltar para o quentinho e aconchegante útero de minha mãe, e ficar lá...sem ter o que fazer. Só recebendo o alimento pelas vias sanguíneas, chupando meu dedinho e sem me preucupar com nada!
Mas é claroque isso, configuraria fuga! E como diz o slogan de um comercial que não me lembro de quê: " Sou brasileira e não desisto nunca!" Embora deva confessar, que às vezes me dá uma vontade...
Mas como diria letra de um outro grande compositor e músico: " A gente vai levando..."
Um dia com mais disposição, outro dia com menos, mas sempre caminhando em frente, passando por cima dos obstáculos, passando por cima daquelas coisas que acontecem na nossa vida só pra nos deixar pra baixo, contrariando as expectativas da gente.
Um sim aqui, um não ali, um talvez acolá...
Quisera eu o pó de pirlimpimpim para fazer as coisas aconteceram como eu gosatria num passe de mágica! Mas será que dessa forma, elas teriam o mesmo sabor?
A chuva tá quase parando. O som da festa underground dos meus companheiros vai diminuindo aos poucos.
Amanhã é outro dia. E começa tudo outra vez...
"Todo dia ela faz tudo sempre igual..." Mas amanhã, pra tentar variar um pouco, vou tentar começar o dia de outra forma, só pra fazer um pouquinho diferente e botar uma pimenta no molho...rs.

Wednesday, January 25, 2006

Tô querendo sorrir!



Depois de um dia de calor intenso, acho que São Pedro resolveu dar uma trégua e abrir a torneirinha lá do céu... Estava demais!
E mais uma vez estou eu aqui, no mesmo bat-canal, n amesma bat-hora... o que aliás, está se tornando um hábito, não sei até que ponto bom. Mas pensando sobre isso, chego à conclusão que escrevo melhor à noite, por alguma razão que não sei explicar. Pelo silêncio talvez. Com o silêncio da madrugada, sem todos aqueles barulhos do dia-a-dia, consigo ouvir melhor os meus pensamentos... só eu e alguns pássaros, mais a companhia d euma meia dúzia de grilinhos talvez...
Hoje o dia foi corrido. Confesso que passei boa parte dele na cama, rolando de um aldo pro outro...mas estava tão bom, que a preguiça de levantar por um certo tempo me venceu!
Minha irmã deu uma passada rápida por essas bandas, o que foi bom, pois de poquinho em pouquinho matamos a saudade acumulada...
Hoje reli todos os textos que escrevi aqui desde que decidi me render à seduçaõ da internet...
Sabe que gostei? acho que a prática de escrever estão me ajudando a pôr os pensamentos em ordem...
Tava achando algumas coisas meio melancólicas, confesso. Mas como diz um amigo meu: "É da dor que se faz poesia e canções!"
Mas uma vitoriazinha no dia de hoje. Sinto que aos pouqquinhos vou me fortificando, tomando novamente as rédias de mim mesma. Isso é bom!
Hoje chegaram os convites d aminha peça. Estão uma gracinha! A lista tá grande e tenho que entregar logo pras pessoas.
Amanhã voltamos aos ensaios e à convivência louca e deliciosa! Estou com saudades das minhas A.M.I.G.A.S. e A.M.I.G.O.S! As borboletas no estômago começam a se manifestar só de pensar na estréia!
Nossa hoje bebi tanta água!Uns dois litros no mínimo! e ainda quero mais! acho que o organismo está pedindo pra eu repôr todos os litros que perdi chorando, só pode ser! rs.
Ai ai! expectativas, expectativas, expectativas! em relação à tudo! nossa, quanta coisa tô querendo, quanta coisa tô desejando! acho que vou bater os calcanhares três vezes pra elas acontecerem...
Hoje dei mais uma animadinha. Aos poucos o meu "animômetro" vai marcando mais uma subidinha. Yes!!!! Quem diria, não? Acho que foi a passadinha da irmã por aqui que trouxe um ventinho bom lá de minasssss... Fiquei assistindo à uns vídeos hoje também. Revi e revivi todo o processo que passei pra entrar na novela. Êta processo longo e árduo!
Lembrei de tudo o que passei, dos momentos bons e ruins, da batalha que era a cada dia estar lá naquele lugar, tentando provar pras pessoas o meu valor e tentando buscar meu cantinho ao sol!
E êpa... olhando assim pra trás, não é que eu consegui, sô!
"O tempo passa, o tempo voa", e como a poupança bamerindus já está extinta, a batalha continua! Continuo aí na vida. Batalhando e correndo atrás dos meus sonhos, dos meus desejos. Que não são poucos...rs ( a pequena aqui é exigente!)
Acho que por hoje basta! Já falei, já organizei a outra gaveta de pensamentos. Falta organizar o meu quarto que tá uma bagunça! mas isso é uma tarefa pra para outro dia... Por hoje chega, que ninguém é de ferro. E também porque tenho uma viagem marcada para a terra dos sonhos jájá...
Deixe-me ir porque senão eu perco o trem!
Hasta la vista, baby!

P.S: essa foto foi tirada na casa da vovó faz algum tempo. Essa aí ao fundo é minha madrinha, tia Adelaide, que devia estar fuçando algo na geladeira...Beijos tia!

Tuesday, January 24, 2006

Coceirinha...

Hoje tô inquieta. Não parei um minuto. A cabeça, que obviamente está grudada no pescoço, pesando com mil pensamentos, não pára de trabalhar....
Tem uma formiguinha aqui fazendo cosquinha na minha mão, me forçando a escrever. As idéias são muitas, tô inspirada por assim dizer!
É verdade, da dor de amor se faz poesia sim. Se cria, se transforma. Tô tentando dar forma aos devaneios, às loucuras da minha desordem mental, às viagens de minha mente psciana.
Ontem vi um filme e me encantei. " Antes do pôr do sol", com Ethan Hawke e Julie Delpy. Lindo! É uma sequência do filme " Antes do Amanhecer". Fala sobre um casal de desconhecidos que se conhecem 'por um acaso', numa viagem de trem em Viena, e que vivem intensamente uma relação sedutora e inesperada. Eles marcam de se encontrar naquela mesma estação d etrem onde se conheceram, seis meses depois. A sequência do filme, se passa nove anos depois, quando suas vidas tomaram rumos diferentes, e ela, Celine, encontre ele, Jesse, no lançamento de seu livro em Paris. Eles têm a chance de retomar sua história do ponto onde pararam. E por aí vai...
Mas enfim, começei a falar nesse assunto, porque depois que vi o filme , pensei sobre várias coisas na minha vida.
Eu que sofro tanto por amor, que sou praticamente uma "Julieta", por assim dizer (pois nesse momento me faltam comparações!), cheguei a conclusão de que quando as coisas têm que ser, elas acontecem, mais cedo ou mais tarde. Não importa se um vai ser um mês depois, ou nove anos...mas elas acontecem.
Lidar com o outro, com os sentimentos do outro, é muito difícil. Você se sente segurando uma taça de cristal na cabeça, enquanto anda em plena corda bamba.
Somos um labirinto, com curvas tortuosas, apertadas, úmidas. E nem sempre sabemos aonde este labirinto vai dar. Pode dar num lindo jardim, todo florido, cheio de rosas e flores do campo; ou num precipício sem fim; mas também podemos dar num jardim mal cuidado, mas onde a terra é boa e firme, e onde basta plantarmos algumas sementinhas, que elas florescerão.
No momento sinto uma maré de positividade. A coceirinha na mão está até passando...
Quem sabe, logo ali na esquina, um novo amor me espera? sei lá... quisera eu que fosse numa livraria em Paris, mas acho que aí já é pedir muito (pelo menos por hora!)...
A vontade de viver tá se intensificando, a saudade começa a diminuir, as expectativas de trabalho a crescer...
Mas tô indo nessa marolinha. Vivendo um dia após o outro, sem pôr o carro na frente dos bois. Me segurando pra não ligar. Enfim, deixar as coisas acontecerem...
Uma vitóriazinha a cada dia!
Minha irmã chega hoje no Rio. Vou dar-lhe uns bons apertos e umas beijocas caprichadas, que é pra quando ela 'vortar lá pra terra do pão de queijo', poder ter um estoquinho de carinho pra gastar.
E assim caminha a humanidade. Não me pergunte pra onde, porque eu não sei! Mas por certo, deve tá todo mundo indo pro mesmo lugar, buscando a mesma coisa: a felicidade!
E eu tô aqui. Sentadinha na minha salinha, de frente pro computador, com o ventilador ligado porque tá um puta calor! (fiz um versinho, viu?)
O sono até que deu uma trégua. Acho que tá gostando de me ver escrever. Tô pensando em escrever um texto pra teatro, mas não sei sobre o quê...
Segunda-feira que vem, dia 30, estréia minha peça. Tô empolgada! Estamos com alguns problemas sim, normal... produção sem patrocínio é quase um suicídio! Mas contrariando as pesquisas e estatíscas, e alguns que desistem no meio do caminho, continuamos seguindo em frente... como boa parcela da humanidade...
"Eu sou brasileira e não desito nunca!" rs. Acho essa frase meio cafona, mas também tem sua pitada verdade! rs
Estou me sentindo mais aliviada agora. A coceirinha na mão praticamente acabou. O coração tá mais calmo, e eu mais feliz comigo mesma!
Agora acho que tá na hora de finalizar, pois esse texto tá ficando grande demais e ainda quero fuçar umas coisas na internet. Quem diria, um ser que se considerava ainda na era Mezozóica, estar me deixandoo seduzir por essa maquininha...
Mas não é que ela produz maravilhas?!

Monday, January 23, 2006

Faxina

A noite chegou, e mais uma vez com ela, o aperto no peito.
O sono teima em não chegar, apesar da ardência nos olhos
já cansados de tanto chorar...
Hoje o dia foi de faxina no quarto,
de mudança nos porta-retratos,
guardar tudo na caixinha,
juntar todas as lembranças pequeninas,
tirá-las de circulação.
Hoje, infelizmente, tive que te matar um pouquinho
no meu coração...